assim métrica #3

De mão em mão, de mãos dadas com o Mundo,
Contemplo a vida que me refresca a face
e respiro em intervalos de meio segundo,
Como se tivesse medo que o ar acabasse

Faço-me à estrada, arranco alcatrão com a boca,
Com a inércia exarcebada de um peso pesado de aço.
Contemplo adornos de berma, de uma forma louca,
Como um pintor de rua que aperfeiçoa o seu traço.

Entusiasmo-me em maré baixa, nem dou pela onda chegar.
No meio da euforia sou derrubado sem me aperceber..
De que vale tanta tesão, se vamos todos acabar
A ser comidos pela rapidez com que um dia quisémos viver.

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